Marcia prado foi uma ciclista que morreu atropelada por um onibus na av. Paulista em 2009.
A ciclovia ganhou seu nome pois uma semana antes de morrer ela fez esse trajeto.
Em minha lista de coisas pra fazer antes de morrer tem um item de descer para o litoral de bike. Na época pensei que as únicas formas seriam pela Imigrantes, Anhanguera ou Mogi-Bertioga, que são vias perigosas e em alguns pontos estreitas.
Quando fiquei sabendo dessa rota, fiquei animado para descer!
Meus amigos (Eriston e Igor) encontraram no site http://pedivelabikeclubepp.blogspot.com.br/ dicas e macetes de como descer e não ser pegos de surpresa.
É uma rota cicloturistica muito bonita, mas não tem assistência, e em alguns pontos passa por bairros bem simples. Uma observação é que apesar das várias descidas animais, tem muitas subidas … Então a pessoa precisa ter preparo e resistência se quiser fazer todo o trajeto em cima da bike.
Nao é liberado pelas autoridades a descida, pelo fato de não ter seguranças e assistência. Mas ninguém te impede.
Quando fomos na chegada da primeira balsa o pneu da minha bike estourou. A camara de ar não era boa, enchi demais e furou bem na dobra. A sorte é que tinhamos levado uma camara extra.
Na chegada à segunda balsa foi a vez do pneu do Eriston furar. Como nao tinhamos mais camara de ar reserva a preocupação começou a aparecer pois ainda estavamos no começo. Nos 10 primeiros kilometros do passeio.
Por sorte um grupo de ciclistas estavam passando e eles tinham um desses remendos de adesivos.
Foi o que nos salvou, mas a preocupação permaneceu pois boa parte do trajeto é de chão de terra com buracos.
Com atenção seguimos. Nesse momento a fome já apertava e nao tinha nenhum estabelecimento para se alimentar. Tinhamos que chegar até a Imigrante para almoçar no rancho da pamonha. Foi um caminho longo ate lá.
Essa parada é obrigatoria, pois Apartir desse ponto não teria mais lanchonetes, ou algum ponto que pudéssemos ter ajuda. É a metade do caminho, faltando só mais 45k para chegar em Santos.
Após revisar as bike, iniciamos a descida, chegamos até a tão falada rota Márcia prado, como já mencionado não tem assistência apesar de estar abandonada a via até esta bem preservada. O chão de asfalto sem buracos. Só tem que ter cuidado com as folhas molhadas no asfalto.
Essa região é de neblina, então o clima e asfalto estão umidos.
As descidas são d+, mas deve-se ter cautela, pois não tem sinalização de limites de velocidades e algumas curvas são fechadas tendo que diminuir bem a velocidade. O grande problema é que o parapente é baixo. Se você seguir reto poderá cair pelo abismo.
Em toda bifurcação tem a sinalizações de bicicletas no pintadas no asfalto, mostrando qual é o caminho certo. Deve-se prestar muita atenção por que em alguns pontos essas bicicletinhas estão meio apagada.
É possivel em alguns pontos passar alguns carros, pois essa via também é uma rota de emergência. Quem conhece geralmente usa para cortar caminho.
No final dela chega à imigrantes, onde a descida tem que ser pela rodovia.
Tem que prestar atenção pois se o objetivo é ir para Santos em um certo ponto você precisa atravessar e pegar a via para Santos/São Vicente.
Na chegada a Santos as decidas já acabaram agora é pedalar até o centro ou litoral.
Quando fomos nossa viagem levou aproximadamente 8 horas, percorrendo 73k de bike. Chegamos em santos por volta de 19:00. Como ja era noite e estavamos muito cansados apenas comemos no MC e compramos as passagens para subir de ônibus (18,00) até o Jabaquara (bikes no bagageiro).
Essa aventura animou/incentivou à descer mais vezes e por outras vias também.
Caso tenha interesse deixe seu comentário abaixo.
Aquele abraço.




