Comprei a moto com a idéia de não ser tão dependente do transporte publico. E principalmente para não ter gastos adicionais.
Outro motivo pelo qual comprei a moto foi na época que estava tirando a habilitação. A idéia era fazer ter mais interesse para tirar a habilitação. Resumo demorou mais de um ano para tirar a habilitação.
Com a carta e moto em mãos passei a fazer passeios noturnos. À noite e mais tranqüilo para aprender a andar de moto, pouco movimento de carros, poucas pessoas para ri quando você cometer alguma gafe.
Depois de alguns meses nessa vida de motoqueiro noturno passei há encarar o dia e ir para mais longe do meu bairro.
No meu primeiro corredor percebi as grandes vantagens de se ter uma moto. Mesmo não tendo uma potência muito grande. Os carros param e eu continuo andando.
Quase cair da moto, quase atropelar e quase capotar fazem parte da vida de um motoqueiro, enquanto estiver no quase é o período de se obter experiência, atenção e malícia no transito.
Apos os pequenos destinos fora do bairro, resolvi ir mais longe para o litoral, para esse percebi que ainda preciso de mais atenção.
Fui mergulhar em Santos, sai de casa as 05h00min, nesse horário foi maravilhoso. O dia abrindo eu me achando. As vias tranqüilas realmente a ida foi sensacional. Após o mergulho fui visitar os amigos e ai começou as barbaridades.
Ao virar em uma curva bati no carro do meu amigo, nada que estra
gasse ou machucar, mas nesse momento começou o medo.
Ele estava indo ate o ensaio de uma escola de Sampa então me acompanhou até São Paulo.
Na subida me descuidei e acabei permanecendo na rodovia Anchieta, via que mais tem caminhões.
A via somente com duas faixas, todos os veículos com uma média de velocidade de 60 k/h. Faziam eu ficar com medo e atento para qualquer movimento.
Apos ganhar um pouco de confiança, estava chegando na curva da onça nessa curva percebi que todos os motoqueiros encostavam o pedal no chão ao fazer a curva. Isso mesmo praticamente deitava a moto … Eu ainda não estava preparado para isso. E aos 60k/h fui reduzindo e tentando fazer a curva em pé. Como essa tal curva da onça é muito fechada não deu outra, fui para o barranco … Ainda bem que era um barranco … Quebrou um pouco da carenagem, o pedal do freio entortou e graças a Deus apenas tive um arranho na perna.
O medo tomou conta de mim e naquele momento eu só queria chegar em casa. A fim de evitar mais acidentes passei a andar a 40 k/h.
Na chegada em São Paulo não tinha mais caminhões porém tinha muitos carros e esses já andando mais rápidos.
Eu 100% atenção, estava muito esperto com os carros da frente e de trás.
Mas em algum momento de mais confiança um louco entrou na via sem olhar e o carro q estava a minha frente deu uma parada brusca e eu (com a mão de Deus) como um reflexo virei um pouco o guidão da moto conseguindo desviar do carro e arranhando em pouco a lataria.
Os dois motoristas começaram a discutir, eu vi que minha moto estava ok não tinha me machucado. Só queria chegar em casa … Após a discussão, sem maiores problemas cada um tomou seu rumo.
Preferi voltar para casa via rodovia Airton Senna, o trecho é maior e tem mais caminhões andando rápido, mas e mais espaçosa.
O vento à noite e mais a velocidade da moto faziam o guidão da moto tremer, mas a única coisa q estava da minha mente era segurar firme e seguir em frente para chegar logo em casa.
Cheguei em casa inteiro. Cobri a moto e capotei na cama.
Sabia que aquele dia seria somente mais um dos vários que viriam com a moto. Então como lição aprendida atenção sempre.
Aquele abraço.

